Congresso de Viena

O Congresso de Viena (1 outubro de 1814 - 9 de junho de 1815) foi uma conferência entre embaixadores das maiores potências Européias, que ocorreu em Viena, Áustria.Seu propósito era redesenhar o mapa político do continente após a derrota da França napoleonica. Devemos notar que nunca ouve um Congresso de Viena de fato, já que as potências nunca se encontraram em uma sessão plenária. A maioria das discussões ocorreram em sessões informais.

Terça-feira, Abril 19, 2005

Resumos

Resumo histórico das crises:


-Grécia: Surge na Grécia um movimento de cunho liberal que lutava pela independência perante o Império Turco – Otomano. Logicamente os Turcos iniciam uma repressão ferrenha, porém a Rússia (buscando o enfraquecimento do império rival – buscando saída para um mar quente) intervém no conflito ao lado dos gregos (mesmo contra os princípios da Santa Aliança). Por outro lado, os ingleses, visando evitar uma hegemonia russa na região, cogitam a participação no conflito para que a Grécia conquistasse independência mas não ficasse sob o julgo da Rússia. Porém a Rússia, antes da ação inglesa, faz um acordo com os turcos, pára a guerra e ganha a exclusividade de navegação pelos estreitos (que seriam a saída da Rússia para o mar mediterrâneo). As conseqüências desse conflito são: o “inicio do fim” da Santa Aliança, a expansão, na região, de idéias nacionalistas e liberais, o enfraquecimento do Império Turco e o acirramento do conflito entre Inglaterra e Rússia.

-Egito: O Paxá Mouhammed Ali, após o conflito na região da Grécia, ganha força e prestígio (por ter ajudado o Império a conter a revolta). Isso, aliado à idéias nacionalistas e liberais e um fortalecimento econômico faz com que o líder egípcio exija autonomia para sua região e a hereditariedade do título de Paxá . Os turcos não aceitam tal afronta e são invadidos pelas tropas do Egito. Com muita eficiência militar, estas ganham muitos territórios contra a fraca defesa do império. Os ingleses então intervém garantindo a independência da província, porém, fazendo com que devolvam os territórios conquistados (visando o fortalecimento do Império Turco para que não ficasse subjugado aos interesse russos). Os franceses se engajaram nesta campanha visando a recuperação de seu prestigio e um posto para o domínio da Argélia (sua principal colônia). O principal objetivo inglês era que, evitando o desmembramento total do Império Turco, o equilíbrio entre as potências européias fosse mantido. Nos congressos que discutiram a questão ficou acordado que os estreitos fossem abertos à qualquer navio comercial, o que prejudicava as intenções russas de expansão militar. Já que seus navios continuavam presos aos mares do norte. Porém era um benefício aos planos ingleses de expansão comercial e contensão do expansionismo russo.

-Espanha: Em 1822, na Espanha, estorou mais uma revolta liberal. O Rei restituído Fernando VII, ao estabelecer o poder, buscou retomar características de um governo absolutista e de uma sociedade pré - revolução. Portanto, reinstalou os privilégios da nobreza, do clero e até a inquisição. A burguesia iniciou uma revolta em Cádiz. No Congresso de Verona (de acordo com o princípio das intervenções) a França foi encarregada de retomar a ordem no território espanhol. Entretanto, nesse momento, uma forte oposição inglesa, às intervenções que prejudicavam a conquista de mercado na Europa, teve início.

-Portugal: Em 1820, o povo português, liderado pela burguesia do Porto, organizou um movimento vitorioso denominado a Revolta do Porto. A Junta Governativa, tutelada pelo inglês Beresford desde as vitórias sobre as tropas napoleônicas em 1808, foi substituída por outra. Esta convocou as Cortes Gerais Extraordinárias Constituintes da Nação Portuguesa (desativadas desde 1698). Sua tarefa principal elabora uma constituição para o reino na qual constasse uma nova relação econômica e política com as colônias (menos autonomia) e principalmente o retorno do Rei à Portugal. Os resultados da revolução foram uma crise séria com o Brasil (culminado na independência) e uma mudança drástica nas relações portuguesas com a Inglaterra.

-Bélgica: Após a derrota de Napoleão, a Bélgica foi incorporada ao recém formado Reino dos Paises Baixos. Porem os belgas acharam que foram tomadas medidas que discriminavam povo belga. Iniciou-se uma revolução em Bruxelas em 1830. A independência belga foi declarada e Guilherme I invadiu a Bélgica, mas recuou quando a França e a Inglaterra interviram.

-Guerra da Criméia: A Rússia, anos depois dos conflitos na Grécia e no Egito, tenta recuperar o domínio dos estreitos de Bósforo e Dardanelos. Portanto, invade o Império Turco – Otomano. Porem, com o apoio anglo-francês, a resposta é muito forte. Essa guerra é o marco do fim do Concerto Europeu e nela a França volta a ser reconhecida pela comunidade internacional como uma potência.

-Concerto Europeu: Foi um conjunto de reuniões, não institucionalizadas, para manter a paz e a harmonia na Europa. Para tanto eram elaborados acordos entre as potências toda vez que um fato perturbava seus objetivos.

-Aix-la-Chapelle: A França recupera sua soberania (retirada das tropas que a ocupavam) e a indenização a ser paga por ela é drasticamente reduzida. Além disso, ela também é reconhecida nas discussões.

-Troppau e Laybach: Acordos entre Áustria, Rússia e Prússia para acabar com revoltas liberais em Nápoles e Turim. Sendo do Congresso de Laybach a primeira reclamação da Inglaterra contra a Santa Aliança.


-Verona: Datado de 1822. Nele ocorreram discussões sobre a guerra na Espanha entre o Duque de Angoulême e o Rei Fernando VII. O primeiro foi apoiado pela burguesia local e o segundo pelas forças da restauração (França). Apesar dos fortes protestos da Inglaterra o Rei foi reinstaurado. Essa foi a última convenção da Quíntupla Aliança.

-Conferencia de Londres: Nesta conferencia ficaram decididos os termos da independência a Grécia. Também foi discutida a questão da independência da Bélgica. Em 1830 foi proposta a primeira resolução para o armistício. Porém a situação só foi resolvida em 1839 com a independência confirmada e com a divisão de Luxemburgo e “Limburg” entre as duas coroas.

1 Comments:

At 10:43 PM, Blogger professor said...

Daniel,

Exercite seu poder de sintese. O resumo era de no máximo 5 linhas e você as ultrapassou e muito. Cuidado também com erros de digitação como o "julgo da Russia" no primeiro paragrafo. De resto, bom trabalho.

 

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